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ARTROSE

A osteoartrite, popularmente conhecida como artrose, é uma doença que tem como ponto de partida a cartilagem, um tecido desprovido de vasos sanguíneos e de nervos, e acaba por envolver todas as estruturas da articulação e do osso que faz parte dela.

É a doença articular mais comum em todo o mundo, afetando cerca de 10 a 15% de toda a população, e uma das principais causas de incapacidade para o trabalho em pacientes com mais de 50 anos.

Apesar de ser habitualmente atribuída aos idosos, a idade avançada é apenas um fator que predispõe ao surgimento da doença, o que faz com que ela possa acometer indivíduos mais jovens também.

Os principais fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, além da idade, são:

  • fatores genéticos, como antecedentes familiares da doença;
  • outras doenças dos ossos e articulações, como artrite reumatoide;
  • obesidade;
  • outras doenças metabólicas que causam fraqueza muscular ou alterações nos nervos periféricos, como o Diabetes Mellitus;
  • traumatismos articulares prévios;
  • prática de exercícios físicos e esportes de alto impacto;
  • profissão que envolva sobrecarga articular excessiva.

Até mesmo por possuir vários fatores influenciadores, a artrose pode aparecer em várias articulações, mas é mais comum nas que “suportam” cargas maiores ou que são utilizadas com maior frequência. Os locais mais comuns de ocorrência são os joelhos, a coluna, os quadris, as mãos e os pés. Uma mesma pessoa pode ter artrose em várias articulações, relacionadas a fatores de riscos diferentes.

 

A pessoa que tem artrose sente dor na região da articulação acometida, mas também pode queixar-se de rigidez, formigamento, queimação e sensação de peso. É bastante comum a sensação de “ranger”, que corresponder à crepitação articular. Nos casos mais graves e avançados pode ocorrer inchaço da articulação, deformidades, desalinhamento e atrofia dos músculos ao redor da junta acometida.

Geralmente para a avaliação do quadro o médico solicita exames complementares de imagem, como radiografias, ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética, com o objetivo de afastar outras causas de dor, avaliar o grau de acometimento e programar o melhor tratamento. Outros exames pode sem necessários também, de acordo com cada caso.

A artrose não é uma doença sem tratamento! Apesar de não haver cura estabelecida, muitos são os recursos, medicamentosos ou não, que podem trazer alívio dos sintomas e melhorar a capacidade funcional dos pacientes. É fundamental lembrar que não há nenhum tratamento que isoladamente resolva o problema, como um “remédio milagroso”, e sim um conjunto de medidas que contribuem para melhorar o quadro.

Além dos medicamentos analgésicos, outros medicamentos funcionam como drogas sintomáticas de ação prolongada, e outros que podem ser usados por via injetável, aplicados pelo médico diretamente dentro da articulação (procedimento conhecido como viscossuplementação).

 

Juntamente com o tratamento medicamentoso, o controle dos fatores de risco modificáveis, como a obesidade, aliado à prática racional e supervisionada de exercícios de fortalecimento muscular traz benefícios superiores ao uso somente de analgésicos e anti-inflamatórios no tratamento da artrose.