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VAMOS SABER MAIS SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA

O que é e quais os sintomas?

É uma doença neurológica crônica, que afeta especificamente o sistema nervoso central (ou seja, a medula e o cérebro), de natureza autoimune (quando são formados anticorpos que reagem contra estruturas do próprio organismo), e caráter progressivo.

As células do sistema nervoso, conhecidas como neurônios, possuem um componente em suas fibras chamado bainha de mielina, responsável por isolar, facilitar e acelerar a transmissão de uma informação do cérebro para os órgãos do corpo.

Na esclerose múltipla os autoanticorpos são dirigidos contra essa camada protetora, eu quando isso ocorre, a informação passa do cérebro e da medula de forma pouco eficaz e mais lentamente. Com isso, várias funções orgânicas são prejudicadas por essa “falta de controle” do sistema nervoso. Fica difícil executar adequadamente tarefas simples como escrever, segurar objetos, e caminhar.

Dessa forma é possível concluir os principais sintomas: dificuldade no controle motor dos membros, alterações da sensibilidade, lentificação, problemas na fala, e alterações visuais (perda de visão, visão dupla), dentre outros. Nem sempre um paciente apresenta todas as formas de acometimento, e às vezes a forma de apresentação pode variar. Em alguns casos as funções de memória também podem ser comprometidas, e outros sintomas podem ser: tremores, perda de equilíbrio, tonteira, e disfunção erétil.

Na maior parte dos casos, os sintomas podem “ir e vir”, como surtos, e podem regredir completa ou parcialmente. Em outros casos os sintomas podem se instalar lentamente, de forma somatória e progressiva. O período entre um surto e outro pode durar até anos.

Como o início pode ser lento, leve e inespecífico, tanto o paciente quanto o médico podem não valorizar ou suspeitar de que a doença tenha se instalado, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento.

A esclerose múltipla é mais comum entre as mulheres, e os sintomas começam geralmente entre os 20 e 50 anos. No Brasil há 15 casos para cada 100 mil habitantes.

Como é feito o diagnóstico?

Se há uma suspeita de doença neurológica, o neurologista é o melhor especialista para avaliar o quadro. O diagnóstico deve ser feito com base na história dos sintomas, no exame físico detalhado e em alguns exames complementares solicitados por ele. Um desses exames pode ser a ressonância magnética, que pode mostrar algumas alterações características, além da punção lombar com análise do líquor (o exame em que o líquido que envolve os tecidos da medula e do encéfalo é retirado através de uma punção realizada geralmente nas costas), dentre outros.

 

E qual é o tratamento? A esclerose múltipla tem cura?

A esclerose múltipla é uma doença crônica, e até hoje ainda não existe um tratamento que cure a doença. Apesar disso há vários tratamentos disponíveis que reduzem a progressão da doença, diminuem a frequência dos surtos e aliviam os sintomas. Quanto mais cedo é instituído o tratamento, melhor é o prognóstico. Quando a doença já está instalada, é sinal de que o dano às células já começou há algum tempo, portanto a ação dos medicamentos não é a mesma de quando eles são utilizados logo no início.

 

Não existe um tratamento melhor que outro. O neurologista e o paciente decidem em conjunto a melhor estratégia a ser tomada em cada caso específico.