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HIPOTIREOIDISMO

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço, que produz hormônios fundamentais para o metabolismo de todo o corpo. Qualquer desequilíbrio na produção desses hormônios pode provocar alterações responsáveis por uma série de sintomas, que muitas vezes envolvem vários órgãos e sistemas. Quando existe uma queda na produção dos hormônios tireoideanos, caracteriza-se o hipotireoidismo. O contrário, quando há um aumento na produção desses hormônios, é chamado hipertireoidismo.

O hiportireoidismo é uma condição bastante frequente, e muitas vezes demora pra ser diagnosticado em função da grande variedade dos sintomas que pode apresentar e das diferentes formas de apresentação.

Vamos falar um pouco sobre ele a seguir.

Todo mundo pode ter hipotireoidismo?

Existem vários tipos de hipotireoidismo. Entre os adultos, a causa mais frequente é uma inflamação chamada Tireoidite de Hashimoto (doença auto-imune caracterizada pela destruição das células que produzem os hormônios), que é mais frequente entre as mulheres, embora também possa afetar os homens. Parentes em primeiro grau de pacientes com tireoidite de Hashimoto têm chance aumentada de desenvolver a doença.

O hipotireoidismo congênito (disfunção da glândula que começa já antes de o bebê nascer) é um tipo mais raro, mas o seu diagnóstico precoce é fundamental, porque o atraso no tratamento pode causar sequelas irreversíveis, como retardo mental. Por isso o hipotireoidismo congênito é uma das doenças rastreadas pelo “teste do pezinho”.

Entenda o que acontece:

Os principais hormônios produzidos pela tireoide são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Em situações normais esses hormônios são constantemente produzidos e liberados no sangue para que possam agir nos tecidos do corpo. Quando as células da tireoide ficam incapazes de produzir quantidades adequadas desses hormônios, ocorre o hipotireoidismo primário (mais de 90% dos casos). Isso ocorre na Tireoidite de Hashimoto, na deficiência nutricional de iodo e nas cirurgias de pescoço em que é necessário remover parte do tecido local.

Mais raramente, determinadas situações fazem com que a produção hormonal da tireoide seja reduzida, mesmo quando a glândula encontra-se aparentemente normal. Nesses casos, considerados como hipotireoidismo secundário, um estímulo externo (proveniente, por exemplo, da hipófise ou do hipotálamo) fazem a função da glândula diminuir.

E quais são os sintomas?

Os principais sintomas do hipotireoidismo são cansaço, indisposição, dores articulares e/ou musculares, queda de cabelos, intestino preso, pele seca, alterações no peso, depressão, intolerância ao exercício físico, inchaço nas pálpebras e outros locais do corpo, e irregularidade menstrual. Por se tratar se sintomas bastante inespecíficos, principalmente nas crianças e idosos o diagnóstico pode ser demorado (muitas vezes é tido como “frescura” ou “teimosia” nessas faixas etárias).

Em casos mais graves o hipotireoidismo pode causar redução na frequência cardíaca, redução da função mental e até coma.

Como pode ser diagnosticado?

O médico, ao suspeitar de hipotireoidismo, pode solicitar a dosagem no sangue dos hormônios tireoideanos e outros importantes na determinação da causa da doença, como o TSH (um hormônio secretado pela hipófise que funciona como estimulador da tireoide).

Outros exames de sangue podem ser necessários para ajudar no esclarecimento da causa, e alguns para o acompanhamento de outras condições (o hipotireoidismo pode, por exemplo, causar aumento nos níveis de colesterol).

O endocrinologista, médico especialista em distúrbios glandulares, pode precisar de outros exames, como ultrassonografia, para acompanhar o problema.

O que é preciso saber sobre tratamento?

O hipotireoidismo é tratado basicamente com a reposição dos hormônios que estão diminuídos. A substância a ser reposta é a levotiroxina, disponível em comprimidos para serem ingeridos (via oral). Como se trata de um hormônio, é importante tomar o comprimido todos os dias sempre no mesmo horário. A levotiroxina deve ser tomada em jejum, pela manhã, e recomenda-se que refeições ou outras medicações sejam ingeridas pelo menos meia hora depois. Essa é a melhor forma de garantir que a dosagem ingerida seja toda absorvida.

O médico vai precisar fazer exames regularmente para controlar o efeito do tratamento. É possível que a dose necessite de ajustes com o tempo, mas geralmente a reposição do hormônio precisa ser feita para o resto da vida. Por isso nunca deixe de tomar o remédio sem informar ao seu médico, inclusive se estiver grávida.

Quando o hipotireoidismo é mantido sob controle e acompanhamento do médico, é uma condição que permite uma vida normal e sem outras complicações.